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coitadinhodocrocodilo



Domingo, 21.04.13

O amor aos cinco anos

Numa tarde soalheira, uma mãe que ia buscar o seu filho à escola dirigiu-se a uma auxiliar e avisou:

- V., está ali uma menina a chorar a dizer que o namorado partiu para África!

A pobre V. suspirou. Era frequente. A M. tem cinco anos e chora sempre se lembra do grande amor da sua vida. Tinha apenas quatro anos quando se apaixonou perdidamente. Os dois conversavam, brincavam, comiam juntos. Ela já o tratava por marido. Era público e assumido pelas duas famílias. Um amor interrompido com a partida do amado para o ultramar, há já um ano.

Na turma do meu filho há mais rapazes que raparigas. Por isso, e para que nenhum fique triste, elas mudam de namorado mais ou menos de dois em dois meses. São elas que mandam, são elas que escolhem. Às vezes, escolhem entre elas e eles nunca chegam a saber da troca.

Nada muda com o crescimento. As mulheres continuam a mandar, a escolher e a trocar quando querem. Às vezes, eles nunca chegam a saber.

À pergunta se tem namorado, o meu filho responde-me: “Sou um homem solteiro!”. Mas eu sei que é forte a probabilidade de ter namorada e não saber.

Mas quem se mantenha fiél. Há quem tenha conhecido o amor da sua vida aos quatro anos. Há quem sofra por amor aos cinco anos. Acreditem ou não, o amor nasce livre e realmente não tem idade.

 

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por coitadinhodocrocodilo às 21:50



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