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coitadinhodocrocodilo



Segunda-feira, 06.05.13

O cérebro é que mais ordena

Hoje decidir inovar e ir de bicicleta para a instituição onde faço voluntariado. Costumo ir a pé, fica no mesmo bairro, a um quarteirão de distância. Quaisquer cinco minutos chegam. Bom, se a pé são cinco minutos, de bicicleta são dois, certo? Errado!

Abro a garagem, pego na bicla, deixo cair a mala, quase deixo cair a bicla, mando a do puto ao chão, lá apanho a mala e meto-a no cesto. Sim, é uma pasteleira muito anos 80. Saio da garagem com balanço a mais, travo com o da frente, o meu rabo ia saindo disparado. Consigo captar a atenção dos (felizmente) poucos transeuntes. Arranco em segunda, com ares de entendida, pedindo que os carros não se cruzem comigo.

Estou na subida a dar-lhe forte. Sai um carro do estacionamento, páro senão levo com ele. Boa, agora estou numa subida, sem balanço, com carro à frente e carro atrás. Nem pensem que vou fazer sinal para virar! Ou se guia ou se estica o braço. Uma coisa não é compatível com a outra! Bem, mas antes disso ainda tenho que ver como é que vou arrancar… as pernas pedem rescisão por mútuo acordo, os pulmões pensam seriamente no suicídio, os braços sofrem os cortes da Troika. Mas quem manda não faz e quem manda é o cérebro, o que nunca trabalhou, nunca suou para atingir um objectivo. Vá, Almeida, está na hora de pedir ajuda ao rabo!

Cheguei. Tenho a sensação que a bicicleta se “auto-estacionou” e eu estive à beira  da paragem cardíaca. Não houve mortos nem feridos, mas os pulmões só não se suicidaram porque eu fechei a boca.

 

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por coitadinhodocrocodilo às 18:23



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