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coitadinhodocrocodilo



Sexta-feira, 14.06.13

Quem é? É a disponibilidade!

Tenho ido a formações sobre gestão orçamental, no âmbito do projecto de voluntariado em que estou envolvida, que terminam com a maravilhosa ideia de que toda a gente tem alguma coisa para dar. Se não tiver dinheiro ou bens, há-de ter tempo, disponibilidade e vontade. Um amigo desempregado que te vai buscar o filho à escola, para não pagares prolongamento, um vizinho que divide a grelha de churrasco contigo, um familiar que te vai buscar onde é preciso, quando é necessário.

A ideia é, como disse, maravilhosa. Tão maravilhosa que gostava que alguém a praticasse comigo. Nos últimos dias, vivi com o meu filho ao colo e sonhei com um pano daqueles bem africanos em que se atira o filho para trás das costas, sem remorsos.

O Miguel está doente há alguns dias (eu acho que há meses) com tudo o que se pode imaginar: febre, diarreia, vómitos, dores disto e daquilo, muita manha e mimo à mistura também, fruto das maleitas que lhe entram e saem do corpo, sem descanso.

Desde sempre, vou buscar o Duda à escola a chover torrencialmente com um bebé embrulhado numa manta, ou cheio de febre ou doente da barriga. Anseio por uma vizinha onde o deixar 15 minutos. Ou isso, ou continuar a treinar o cão para tomar conta de crianças.

Ainda hoje fui pedir o meu carimbo preferido com um bebé a dormir ao meu colo e estive das sete da manhã às três da tarde sem comer, com ele no hospital, a ver as horas passarem, sem ter quem me fosse buscar o outro.

Às vezes gostava que a tal disponibilidade morasse mais perto, tipo na minha rua.

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por coitadinhodocrocodilo às 21:25

Quarta-feira, 12.06.13

Cenas da vida de um crocodilo

Uma da manhã, ei!

Chora às duas da manhã.

Vomita às três da manhã, ei!

Colo às quatro da manhã.

Dorme às cinco da manhã, ei!

Chora às seis da manhã.

Come logo a seguir, ei!

E por acaso não vomita!

E são horas de levantar e a cafeína podemos tomaaarrr. Bem bom, ei!

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por coitadinhodocrocodilo às 14:22

Terça-feira, 11.06.13

Como ter sucesso?

"Folheei" o SAPO e demorei-me uns minutos no artigo “O que fazem de diferente as pessoas que vencem na vida?”. Ao que parece, estou anos-luz do sucesso profissional. Mas, na realidade, acho que sempre estive. Também é certo que nunca me fez grande confusão. Não fui criada para ser um cavalo de corrida, a mais bem comportada, a melhor aluna, a mais assertiva, a mais generosa, a mais ambiciosa, a mais organizada, a mais, a mais, a mais.

Mas dada a inexistência de actividade profissional, achei que era a altura ideal para aprender a ser um sucesso. Então, vou listar como devemos ser e parecer:

- Organizada (Nope);

- Disciplinada (Nem por isso);

- Rodear-se de pessoas certas (se gostarem de rir até às lágrimas e beberem cerveja, são meus amigos!);

- Ter objectivos realistas (Ok, nesta estou lá);

- Lutar por eles (Tem dias, mas sim, para dar e levar pancada, estou lá);

- Tomar decisões (Desde que acordamos, tomamos decisões. Hello! Nós decidimos acordar e ser felizes ou não!);

- Produzir de forma eficiente (Quem não é organizado, desliza nesta também);

- Não ser impulsivo (Pronto, já foste! Este é o meu nome do meio: Patrícia Impulsivo Almeida);

- Perfeccionistas (Também tem dias, mas até sou. Mas… cada vez menos, é verdade. A perfeição irrita-me, ofusca a imaginação e encobre a emoção);

- Aproveitar as oportunidades (eu até aproveitava, mas não as vejo. Aqui peço a ajuda do público, sff).

- Dedicar-se a um projecto (tenho vários: um de cinco, outro de um, outro a dois, outro de voluntariado, outro de tirar cursos e aprender mais, outro de ganhar dinheiro a fazer o que gosto);

- Passar tempo com as pessoas certas (Acho que é aqui que reside o busilis. Não me rodeio das pessoas certas. Os meus cento e tal amigos do facebook não me servem para nada, a minha família não me arranja emprego, os meus vizinhos não respondem a anúncios por mim, os pobres e oprimidos ainda estão piores que eu. Eu devia começar a ir fazer jogging para a Quinta da Marinha, arranjar as unhas na rua Castilho, beber um café numa esplanada do Estoril. Se eu conseguir este ponto, todos os outros vão parecer irrelevantes).

O parecer é muito mais forte do que o ser. A felicidade de não ser cavalo de corrida paga-se, mas compensa muito em saúde psicológica e espontaneidade emocional.

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por coitadinhodocrocodilo às 12:03

Segunda-feira, 10.06.13

Dia de Camões

- Pai, diz-me uma coisa sobre o Camões.

- Era zarolho.

Lá está a capacidade de síntese dos homens, a objectividade, a forretice no uso das palavras. Mas principalmente a capacidade de se cingirem àquilo que se lhes pede. Um pede "uma coisa" sobre o Camões, o outro dá-lhe realmente SÓ uma coisa. Só posso botar um laike nisto.

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por coitadinhodocrocodilo às 14:55

Domingo, 09.06.13

O filho preferido

Ando numa fase em que claramente tenho um filho preferido. Não me digam que as mães não têm preferências pelos filhos, que eu atiro-me já para o chão! Todos temos preferências, nas cores, nos sabores, os tios, nos primos e amigos. Ninguém gosta todos os dias de todos da mesma maneira. Não quer dizer que se goste mais. A minha avó costumava dizer – a respeito deste assunto – que tanto fazia se lhe tiravam o dedo grande ou o pequeno, porque gostava de ambos e ambos lhe faziam muita falta. Mas a verdade é para algumas tarefas faz-nos mais falta um dedo do que outro.

Há dias que não posso ver os miúdos à frente. Dias em que são eles que não me suportam. Há ainda outros, em que só aguento um, em que só me apetece estar com um. Chamem-lhe o que quiserem, eu não tenho problema em chamar-lhe “preferências”!

Temos amigos com quem gostamos mais de sair quando queremos animar o espírito, outros são melhores para falar das sogras, outras para falar dos maridos ou dos filhos, outros para discutir o melhor filme do ano. É assim com os filhos. São os nossos preferidos no momento que estamos a viver. O mais carinhoso quando precisamos de mimo, o mais sossegado quando estamos com dor de cabeça, o mais brincalhão quando estamos eufóricos, o mais fraco, porque precisa da nossa ajuda. Esse é o nosso preferido. Naquele dia, naquela hora.

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por coitadinhodocrocodilo às 14:50

Sexta-feira, 07.06.13

Cenas da vida de um crocodilo

Recebi uma carta a solicitar a minha comparência no mesmo sítio onde obrigatoriamente de quinze em dias vou mendigar um carimbo, para minha sobrevivência.

Parece que a minha falta de comparência implica o incumprimento do dever de comparência, previsto na alínea G) do nº 1 do artigo 41º do Decreto-Lei nº 220/2006 de 3 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 72/2010, de 18 de Junho e pelo Decreto-Lei nº 64/2012, de 15 de Março.

A minha falta de comparência não justificada, de acordo com o disposto na alínea h) do nº 1 do artigo 49º e do c) do nº 1 do artigo 54º do Decreto-Lei nº 220/2006, de 3 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 72/2010, de 18 de Junho e pelo Decreto-Lei nº 64/2012, de 15 de Março, representa uma actuação injustificada.

Com menos conversa, já tinha ido e voltado! É só uma sessão de esclarecimento, bolas. Se tivessem pedido nicely, eu ia na mesma, com mais vontade ainda.

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por coitadinhodocrocodilo às 17:57

Quinta-feira, 06.06.13

Cenas da vida de um crocodilo

A feira de Carcavelos é um clássico. A gritaria é tanta que parece que alguém vai morrer a qualquer momento, de 30 em 30 segundos. Só custa os primeiros 5 minutos. Os berros são proporcionais à poeira que temos debaixo dos sapatos.

O clássico é vir logo às nove, de alcofa na mão e paciência na algibeira. Aqui há de tudo, fregueses: a fartura cheia de óleo logo de manhã, o senhor que arranja os relógios, a cigana que te aconselha um soutien push up, com um bebé colado à mama, a tomar o pequeno almoço. Aqui é quase tudo a 5 euros e quase tudo é nacional. É disto que eu gosto. Aqui há roupa para criança fabricada em Portugal. O algodão é português e a manufactura também. Aqui as t-shirts angry birds são mesmo tugas. Aqui, os sapatos são mesmo portugueses: bons e em conta. Aqui, as frutas e os legumes são do senhor que as vende. É disto que eu gosto. É só por isto que eu aturo uma hora de gritaria da boa.

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por coitadinhodocrocodilo às 13:45

Quarta-feira, 05.06.13

Eco vida

Hoje é dia mundial do ambiente. E o que é que já fizeram hoje por ele? Eu, reciclei, poupei água e luz. Para estragar tudo, fui buscar os miúdos de carro e lá mandei umas bombadas de monóxido de carbono para a atmosfera. Para compensar, limpei o rabo a papel higiénico reciclado!

Bom, bom, era trocar a cidade pelo campo. No meu caso, trocar um lugarejo à beira-mar por um outro no Alentejo, meio de arbustos rasteiros, redondos e com picos. Trocava a minha casa por uma de madeira no meio de um monte na Costa Vicentina. Plantava couves e tomates, para ter sempre sopa e salada, dizia “bom dia” ao Ti Manel e comprava marmelada caseira na Ti Maria.

Passados uns meses, ficava de cama com uma ressaca dos diabos provocada pelo jejum de ver um centro comercial à frente! Passava-me quando sentisse o sabor de um tomate biológico. Embrulhava-o numa cesta toda “pipi” e virava um tomate gourmet. Vendia-o pelo dobro do preço ao pessoal que não sabe distinguir o gourmet do biológico e ganhava a vidinha assim.

Pronto, depois caí da cama e acordei!

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por coitadinhodocrocodilo às 19:31

Terça-feira, 04.06.13

Saudade...

Não tenho saudades de ir trabalhar. A pressa matinal ainda é grande porque continuamos a sair de casa os quatro, pouco depois das oito. Mas não há stress a vestir os miúdos, não há muita pressa a comer e não há crise se algum deles decide ficar na cama até mais tarde. E não é raro. O meu migalhas não dorme de madrugada, por isso, de manhã é frequente acordar quase à hora de sair.

Mas sinto falta do convívio, da partilha de experiências, dos desabafos entredentes, das resmunguices ensonadas, das gargalhadas cúmplices. Quando damos conta, percebemos que afinal os nossos maridos, filhos, amigos, pais e vizinhos são bem mais parecidos do que imaginávamos; que afinal a nossa vida até não é assim tão complicada, que há problemas piores que os nossos, que há muita infelicidade escondida nos saltos altos ou que o colega da frente, com cara de poucos amigos, é afinal um coração de manteiga, pronto a ajudar.

Também tenho saudades de exercitar mais os neurónios. Assim, decidi inscrever-me num curso online de uma universidade americana. Com tanta leitura recomendada, questionários e trabalhos de casa, parece-me que mandei os meus neurónios fazer a maratona sem aquecimento, descanso, ou direito a garrafas de água!

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por coitadinhodocrocodilo às 22:28

Segunda-feira, 03.06.13

Eles andem aí...

Foi descoberto um novo planeta, um exoplaneta, o mais leve fora do nosso sistema solar. Também há cada vez menos dúvidas de que Marte teve água. E onde há água, há vida. Portanto, tudo parece convergir para a certeza de que não estamos sós nesta Via.

Há meses que o meu filho nos diz que a nossa lenga-lenga dos planetas não está correcta, que Plutão já não existe. Um dia destes, perguntou-me: “Acreditas em aliens?”

Uf, pensei que ia questionar a minha crença religiosa! É tão fácil de responder, mas tão difícil de justificar sem deitar por terra grandes e antigas teorias da conspiração. Esta sim, é fácil!

-Sim, claro! Não estamos sozinhos. Haverá algures um planeta com seres vivos, pequenos, grandes, com duas cabeças ou cinco pernas, mas haverá alguém por aí, como nós!

Acho que fui convincente porque não perguntou mais nada. Será ainda cedo para iniciá-lo nos X-Files?! Pelo sim, pelo não, vai começar a ouvir a musiquinha...

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por coitadinhodocrocodilo às 13:15



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