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coitadinhodocrocodilo



Sexta-feira, 12.07.13

Chichi-cocó

Quem tem filhos, conseguirá rever-se no que vou dizer. Para não tem, provavelmente, será um desabafo incompreensível. Há uma altura da nossa vida de progenitor(a) em que a coisa mais importante, aquela em torno da qual giramos, é o chichi e o cocó das crias. Somos, muito possivelmente, a única espécie no mundo em que isso é motivo de preocupação, gaudio, alívio e ansiedade.

Quando os bebés nascem, a preocupação é se cagam em condições. E é assim até, pelo menos, aos dois anos de idade. Não estou a ver um tigre ou um gnu ou uma suricata preocupados se, e onde, as suas crias se aliviam.

Esta semana, o Miguel foi fazer uma segunda análise à urina. Finalmente lá se detectou a causa dos 40 graus de febre de 15 em 15 dias. Agora é pô-lo na engorda como as galinhas, que o bicho está pequeno e franzino. Previa-se uma espera de mais 4 horas a olhar para a criatura e a encher-lhe o bucho de água, para ver se saía líquido. Da última vez, nada. Desta vez, não sei se foi porque o pai estava lá, e numa surpreendente solidariedade masculina, mijou numa hora. Digo-vos, com toda a sabedoria, que não foi uma má média.

Pelo caminho, encontrámos uns amigos que tinham passado pelo mesmo dilema de estar 4 horas a olhar para um bebé à espera que urinasse. É verdade, 10 fraldas por dia e quando é preciso, encolhem.

E assim se passa um dia. Assim é uma fase de uma espécie muito complicada e com crias muito dependentes, até muito tarde (prevê-se que até aos 30, não é?). Por mim, que não aprecio bebés (danei-me para a cena do “parece mal escrever”), passava em modo fastforward esta fase chichi-cocó.

Para a semana, vou repetir a dose. Vou ficar especialista em "mijar a pedido".

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por coitadinhodocrocodilo às 17:58



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