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coitadinhodocrocodilo



Quarta-feira, 12.12.12

Revista do ano

O ano das emoções: surpreendi-me, indignei-me, admirei-me, revoltei-me, neste ano de 2012.

Apesar de ter sido o ano em que nasceram menos bebés em Portugal (a factura destes mínimos históricos vai ser paga daqui a uns anos, como tantas outras…), foi o ano em que os meus amigos decidiram começar a parir. Até que enfim, senhores, daqui a pouco têm 40 anos!!!

Tocaram-me as mortes de Whitney Houston, José Hermano Saraiva e, principalmente, Miguel Portas.

Irritaram-me (já perceberam que sou irritadiça…) as vitórias do FC Porto, (bi) campeão nacional e os (bi) campeões europeus, nuestros hermanos (não sei de onde veio esta expressão tão calorosa).

Chocaram-me o conflito na Síria (8 mil baixas civis), a eleição de Putin na Rússia (camaradas, o homem mudou o hino nacional assim que foi eleito e tem por costume mandar matar jornalistas!), as medidas de austeridade do nosso Governo, a sua miopia cerebral, a sua incapacidade de antecipar acontecimentos e a sua falta de empatia para com os portugueses.

Enojou-me a inércia do Presidente da República.

Alegrei-me com a vitória de Obama, com as cerimónias dos Jogos Olímpicos, com o passivo, mas determinado, protesto que os portugueses têm realizado e com a solidariedade do nosso povo.

Indignei-me com a taxa de desemprego em Portugal e com o aumento avassalador de novos pobres.

Surpreendi-me com o incentivo à emigração do nosso Primeiro-Ministro, com os buracos financeiros da Banca, com a degradação do “meu” Sporting e com a bênção digital do Papa (a vaca fica bem no presépio e o burro faz todo o sentido que lá esteja, digo eu que sou ateia).

Revolta-me que o destino do meu país seja traçado por uma vaca gorda alemã, com complexos de inferioridade. (Sim, porque ela é pequena, feia, gorda, mal feita e usa um apelido que não é dela. Please…. ninguém se chama Ângela Doroteia!). Desculpem-me, mas as pessoas autoritárias têm sérios complexos de inferioridade. Vejam, Hitler, por exemplo: era austríaco e fingia que era alemão, era pequeno (uma fraca figura mesmo), mas imaginava-se ariano. Nunca teria ganho eleições se a televisão já tivesse sido inventada. Tinha insónias, era hipocondríaco e sofria de Parkinson. Suicidou-se. Vamos ter esperança que a Merkl já tenha passado pelas insónias e vá já na hipocondria… por sinal uma palavra de origem grega…

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por coitadinhodocrocodilo às 23:51



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