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coitadinhodocrocodilo


Sexta-feira, 07.02.14

Um avatar

Há, pelo menos, duas coisas que podíamos tentar melhorar no ser humano no decorrer da primeira idade: o volume e o sentido de oportunidade (não, não vou falar de sono, mas já agora digo que desde que o pai voltou, o crianço deixou de dormir…).

Podíamos criar um ajustador de volume com bass e treble incluídos e possibilidade de mute, concedendo-lhes a caridade de continuar a desenvolver o raciocínio sem os escutarmos;

Podíamos desenvolver um neurotransmissor que permitisse ao cérebro tocar a sirene do chichi APENAS quando a córnea visualiza uma casa de banho;

Podíamos criar um back-up do sistema imunitário para que, em caso de falha, nunca ficássemos pendurados quando queremos sair de casa ou gozar umas férias descansados;

Podíamos inventar um filtro, semelhante ao do café, para as palavras e entusiasmos frásicos, evitando a consequente vergonha que nos fazem passar;

Podíamos escrever um manual de instruções, com os passo-a-passo acessíveis a qualquer idade e sexo (eu sei, seria difícil!), com desenhos, bonecos 3D, FAQs, kit promocional de primeira cria e workshops sobre “Como atingir a centena de decibéis sem ficar rouco", seguido de “Como atingir a centena de decibéis sem mostrar sinais de fraqueza”.

Mas isso seria modelar a vida e, felizmente, não o conseguimos fazer. As surpresas e os imprevistos estão para a nossa vida, como as rugas estão para o nosso rosto, são as histórias que temos para contar.

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por coitadinhodocrocodilo às 16:58

Segunda-feira, 16.12.13

Super Natal

Este mês – que se diz de Natal – foi um mês de grande descoberta para mim. Descobri que consigo fabricar prendas, o que para mim - que tive sempre negativa a trabalhos manuais - é mais do que um êxito, é um mesmo grande acontecimento.

Este entusiasmo pegou-se ao meu filho que, não se conseguindo concentrar em nenhuma tarefa, viu nas lides artísticas uma boa maneira de se divertir e aprender.

Este mês serviu também para aprender mais sobre pais e filhos e os espíritos santos, que são os terceiros que nos inquietam com as suas ideias sobre a melhor maneira de educar os filhos.

Libertem-se de preconceitos e frases feitas. As crianças não são tudo o que os pais querem que sejam, nem fruto apenas dos seus ensinamentos e educação. Há características genéticas que potenciam comportamentos. E por muito que queiramos, por muitos sermões que lhes passemos, por muitas regras a que os obriguemos, eles não vão fazer tudo igual aos outros.

Também me parece muito lógico que cada criança é única e deve ser tratada como tal. A sociedade cria padrões e metas que todos devem atingir, mas, na verdade, a escola e a família deviam olhar com alegria para a diferença e evitar a educação em rancho. O que funciona com um, pode não ser o melhor para o outro. Mudando as agulhas, estaríamos a criar seres mais autónomos, confiantes e felizes. Melhores crianças para o mundo, em vez de um mundo melhor para as crianças.

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por coitadinhodocrocodilo às 12:47


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